Comemoração de 20 anos da Cia Treme Terra
A Cia Treme Terra, reconhecida por sua contribuição à dança negra contemporânea no Brasil, celebra um marco significativo em sua trajetória: duas décadas de atuação artística. Para marcar essa ocasião especial, a companhia paulista escolherá Belém, no Pará, como cenário de estreia do espetáculo “Florestas de Odé”, uma obra que busca explorar temas profundamente enraizados na cultura afro-brasileira e nas tradições iorubás.
Espetáculo ‘Florestas de Odé’ e sua importância cultural
O espetáculo “Florestas de Odé” representa não apenas a celebração dos 20 anos da Cia Treme Terra, mas também uma oportunidade única de reflexão sobre questões contemporâneas, como a conservação ambiental, a identidade cultural e a luta por direitos. Inspirado na figura de Oxóssi, o orixá das matas e da caça, a coreografia encena a luta e a resistência de povos tradicionais, além de fazer uma crítica ao desmatamento e à exploração dos recursos naturais.
Documentário ‘Danças Negras’ será exibido em Belém
Como parte da programação de lançamento do espetáculo, a Cia Treme Terra apresentará, em uma exibição gratuita, o documentário “Danças Negras”. O filme traz depoimentos de renomados pensadores e artistas brasileiros, discutindo a importância e o espaço da arte negra na sociedade atual. Essa exibição, que ocorrerá no Cine Líbero Luxardo, será uma maneira de contextualizar a maioria das discussões que surgem no espetáculo.

Oxóssi: O orixá da floresta em foco
No cerne da montagem “Florestas de Odé”, Oxóssi é mais do que uma figura mítica; ele simboliza a conexão entre o homem e a natureza. Sua essência, que representa tanto a proteção da floresta quanto a luta pela sobrevivência do homem urbano contemporâneo, oferece uma poderosa metáfora sobre a persistência da cultura e da tradição mesmo em meio a adversidades. O espetáculo traz à tona essa dualidade, explorando como é viver entre a floresta de verdade e a “floresta de pedra” das grandes cidades.
Reflexões contemporâneas na dança
A Cia Treme Terra utiliza a dança como uma forma de comunicar questões sociais e políticas pertinentes à atualidade. O espetáculo é uma crítica ao desmatamento e à exploração desenfreada dos recursos naturais, sendo um apelo à consciência coletiva sobre a agenda ambiental. A obra convida o público a refletir sobre suas próprias realidades e as consequências de suas ações, traçando um paralelo entre o papel da dança e a luta por justiça social.
Celebração das tradições iorubás
Por meio de danças tradicionais e contemporâneas, “Florestas de Odé” promove uma celebração das ricas tradições pascais iorubás. Esta fusão mostra a vitalidade e a resiliência da cultura afro-brasileira, que se mantém viva por meio das novas gerações. A companhia se propõe a conectar o passado ao presente, utilizando a arte como um meio de divulgar e preservar a herança cultural afro-brasileira.
A acessibilidade nas apresentações
A acessibilidade é uma prioridade para a Cia Treme Terra, que planejou suas apresentações de maneira inclusiva. O espetáculo e o documentário contarão com intérpretes de Libras, e a exibição do filme oferecerá recursos de audiodescrição e legendas descritivas. Isso demonstra o compromisso da companhia em tornar a arte acessível a todos, permitindo que um público diversificado experimente e desfrute das expressões artísticas.
Programação completa da turnê
A turnê da Cia Treme Terra seguirá além de Belém, alcançando o município de Parauapebas. A programação incluirá oficinas de dança e sessões adicionais do espetáculo “Florestas de Odé” nos dias 21 e 22 de agosto. Essa continuidade evidencia o empenho da companhia em espalhar sua mensagem e promover a danças negras contemporâneas em diferentes partes do Brasil.
Belém como palco de estreias
O Teatro Margarida Schivasappa, onde o espetáculo será apresentado, oferece um ambiente ideal para as estreias da Cia Treme Terra na região Norte. A escolha de Belém reflete a intenção da companhia de dialogar com culturas locais, enriquecendo sua abordagem com as realidades e experiências do público paraense, especialmente no contexto amazônico.
Impacto da Cia Treme Terra na dança brasileira
Com 20 anos de participação ativa no cenário cultural, a Cia Treme Terra se tornou uma referência na promoção da dança negra contemporânea. Através de suas performances, a companhia não apenas entretém, mas também educa e inspira a transformação social. Ao abordar temas urgentes e apresentar uma estética visual rica, ela continua a influenciar novas gerações de artistas e o público de todas as idades, reafirmando a importância da diversidade e da inclusão na arte.


