Depois de um longo período de espera, os ambulantes que antes ocupavam a rua João Alfredo estão mais perto de terem um local adequado para trabalhar. A Prefeitura Municipal de Belém recebeu na última quinta feira (21), o habite-se, documento emitido pelo Corpo de Bombeiros que libera o imóvel na cidade de Belém para ocupação, referente ao shopping popular, espaço que irá abrigar 150 ambulantes remanejados da rua no centro comercial.
O próximo passo para a liberação do espaço é a capacitação dos trabalhadores que serão lotados no shopping. Até o início do mês de março, os ambulantes passarão por qualificação ministrada pelo Sebrae-PA, na qual serão ofertados cursos, palestras, noções de empreendedorismo e linhas de crédito. A programação terá duração de 40 dias, com carga horária de 160 horas. “A capacitação é um dos pré-requisitos exigidos pela prefeitura para a ocupação do local. Além de um novo espaço, os ambulantes ampliarão seus conhecimentos e as possibilidades profissionais”, ressalta a diretora geral da Secretaria Municipal de Economia (Secon), Celina Oliveira.
Uma das preocupações por parte dos ambulantes era a falta do parecer do Corpo de Bombeiros referente à segurança do local. Na última quinta-feira, a PMB, através da Secon recebeu o “Habite-se”, documento que atesta que o imóvel foi construído seguindo as exigências legais. Outra demanda apresentada pelos camelôs eram os atrativos para o local. Segundo Celina Oliveira, a previsão é que o remanejamento aconteça entre os meses de abril e junho e até lá o espaço contará com caixas eletrônicos, lotéricas e outros atrativos para os consumidores.
Nesse primeiro momento, serão remanejados os ambulantes que ocupam a rua João Alfredo, do perímetro que vai da avenida Portugal até a rua Santo Antônio, mas a intenção, segundo Celina Oliveira, é desobstruir a via até a avenida Presidente Vargas. Para manter o espaço sem novas ocupações, a PMB irá dispor de segurança motorizada e os ambulantes que insistirem em ocupar o local terão seus equipamentos apreendidos. “Serão feitas rondas ostensivas e nos casos de ocupação os fiscais serão acionados. Por se tratar de um local já desocupado, não cabe mais notificação e sim apreensão dos equipamentos”, alerta a diretora.
Fonte: Portal ORM

