Inauguração de shopping popular é adiada de novo em Belém

O shopping popular João Alfredo, na rua de mesmo nome no centro comercial de Belém, não será mais inaugurado no dia 22 deste mês. A informação é da Secretaria Municipal de Economia (Secon). Uma nova data será anunciada, já que reformas estão sendo feitas e o órgão aguarda um novo laudo do Corpo de Bombeiros Militares (CBM), que fez uma vistoria na última segunda-feira, com previsão de entrega de uma semana a dez dias. Grande parte dos trabalhadores permanece não querendo ir para o novo espaço, destinado a 142 dos 273 comerciantes informais que ocupam as calçadas da via.

O atraso se deve ao cumprimento de ajuste e vistorias prometidas pelo prefeito Zenaldo Coutinho, que visitou o espaço no dia 11 do mês passado. Os camelôs até fizeram vídeos publicados no You Tube (título ‘Camelódromo: o shopping na cidade de Belém João Alfredo’) e no Facebook mostrando as condições do prédio e explicando o porquê da resistência em se mudarem para lá. Hoje mais uma reunião deverá ser feita entre a categoria, a Secon e o Ministério Público do Estado do Pará (MPE-PA). No dia 18 tentarão uma reunião na Câmara Municipal de Belém (CMB).





O presidente da Comissão de Trabalhadores do Centro Comercial de Belém, Luiz Otávio Brito, observou que os buracos e falhas estruturais mais evidentes no térreo e primeiro andar, encontradas na visita de Zenaldo, foram corrigidas. Porém, outras demandas não foram atendidas. Entre elas a ampliação do corredor de 1,40 metro e mudança nas instalações elétricas, possibilitando ligar mais de um aparelho. Isso não é possível nas atuais condições, inviabilizando o comércio de alimentos. As paredes de gesso também seriam frágeis demais para sustentar ‘araras’ expositoras com mercadorias. Uma linha de crédito de R$ 10 mil solicitada foi negada e uma outra de R$ 2 mil foi oferecida, mas recusada.

‘Se nos forçarem a entrar haverá protestos. Ainda não cumpriram nada do prometido e se continuar desse jeito não vamos mesmo nos mudar. Nem os serviços-âncoras estão sendo fáceis de encontrar por causa das denúncias de risco do prédio. Assim como não chegaram aqui, não chegaram no complexo Palmeira. Se o espaço está tão bom assim, por que a própria Secon não quis se instalar aqui, como sugerimos? Estão tentando nos comprar com esmolas como essa linha de crédito de R$ 2 mil e cargos comissionados na prefeitura, como já temos camelôs aqui que receberam’, relatou Brito.

Fonte: Portal ORM





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