Uma Viagem de 11 Mil Quilômetros
A exposição “Burle Marx – Expedição Amazônia” destaca uma viagem impressionante de 11 mil quilômetros pela Amazônia, realizada em 1983. Essa aventura foi liderada por Roberto Burle Marx, um renomado artista, arquiteto e paisagista brasileiro. A mostra está em cartaz no Centro Cultural Banco da Amazônia, localizado em Belém, no Pará, e está disponível para visitação até o dia 24 de janeiro de 2027.
O Legado de Roberto Burle Marx
Roberto Burle Marx é amplamente reconhecido como um dos mais influentes paisagistas do século XX. Seu trabalho é conhecido por integrar a arte e a natureza de maneira harmoniosa, refletindo a beleza da flora brasileira. Na expedição, Burle Marx e sua equipe exploraram a biodiversidade da região amazônica, coletando amostras e documentando a rica variedade de espécies vegetais.
Registro da Biodiversidade Amazônica
Durante a expedição, a equipe composta por 11 participantes coletou informações sobre aproximadamente 400 espécies de plantas tropicais. Este esforço de pesquisa botânica foi fundamental para compreender a biodiversidade da Amazônia, que enfrenta desafios significativos em relação à degradação ambiental. As anotações e os registros produzidos durante a viagem são um testemunho importante das riquezas naturais da região.

Experiência Imersiva na Exposição
A exposição oferece uma experiência imersiva, permitindo que os visitantes se conectem com a história da expedição por meio de mais de 200 fotografias, documentos, vídeos e monóculos interativos. O objetivo é não apenas mostrar as belezas naturais da Amazônia, mas também conscientizar sobre a necessidade de preservação do meio ambiente, refletindo a mensagem central da obra de Burle Marx.
A Importância da Preservação Ambiental
A exposição salienta a urgência da preservação ambiental, um tema que continua relevante, mesmo décadas após a expedição de 1983. Ana Amélia Fadul, gerente do Centro Cultural Banco da Amazônia, ressalta a importância do trabalho de Burle Marx e da equipe, que não apenas catalogaram espécies, mas também denunciaram o desmatamento e outras práticas prejudiciais ao meio ambiente. O legado de Burle Marx como ativista ambiental é uma parte integral de sua história.
Documentação da Expedição de 1983
Os materiais coletados durante a expedição não se limitam às plantas; incluem uma rica documentação sobre a flora e a fauna da Amazônia, bem como reflexões sobre as condições socioambientais que a região enfrenta. Este acervo é de grande valor para pesquisas futuras e para a educação ambiental, proporcionando uma base sólida para a compreensão da atual situação da floresta amazônica.
Visitas Guiadas e Atividades Educativas
A exposição também desempenha um papel educativo, recebendo grupos de estudantes de diferentes idades. Recentemente, alunos do 6º ano do ensino fundamental visitaram a mostra, onde puderam aprender sobre a importância da flora brasileira. Essas experiências são enriquecidas por orientações de especialistas que ajudam a conectar o conhecimento acadêmico à realidade prática da proteção ambiental.
Os Desafios da Degradação da Amazônia
Durante a mostra, são abordados os desafios que a Amazônia enfrenta, como desmatamento e exploração inadequada dos recursos naturais. O testemunho de Burle Marx e de sua equipe, que presenciaram esses problemas em sua expedição, serve como um alerta sobre a urgência em adotar práticas sustentáveis e preservar a biodiversidade. A narrativa da exposição evidencia que as questões ambientais requerem ação imediata e coletiva.
Como A Arte Pode Inspirar a Conservação
A arte de Burle Marx transcende a estética, incutindo uma mensagem poderosa sobre a necessidade de proteção e valorização da natureza. A exposição é uma ode à beleza da Amazônia e um chamado à ação, incentivando os visitantes a refletirem sobre seu papel na conservação do meio ambiente. A interseção entre arte e ativismo ambiental é uma temática central em seu trabalho.
Informações Práticas para Visitantes
Para aqueles que desejam visitar a exposição “Burle Marx – Expedição Amazônia”, aqui estão detalhes essenciais:
- Período de visitação: De 23 de setembro de 2026 até 24 de janeiro de 2027.
- Local: Centro Cultural Banco da Amazônia, Av. Presidente Vargas, 800, Bairro da Campina, Belém (PA).
- Horário de funcionamento: De terça a sexta-feira, das 10h às 16h. Nos finais de semana e feriados, das 10h às 14h.
- Entrada: Gratuita.
Ao visitar, não perca a oportunidade de explorar não apenas a beleza natural da Amazônia, mas também de refletir sobre a necessidade urgente de sua preservação.


