Elea terá data center de até 100 MW em Belém, no Pará

A Capacidade Inicial e Expansível do Data Center

A Elea Data Centers revelou um plano audacioso de estabelecimento de um data center em Belém, Pará, projetado especificamente para aplicações de inteligência artificial. Este data center, conhecido como BEL1, visa iniciar com uma capacidade de 7,5 MW, com a expectativa de se tornar operacional no segundo trimestre de 2027. O planejamento contempla a possibilidade de expansão, permitindo aumentar a capacidade total até 100 MW ao longo das fases subsequentes de desenvolvimento.

De acordo com a Elea, a demanda por serviços em nuvem e soluções de IA têm propiciado uma sólida base de clientes que justifica essa capacidade inicial. Embora detalhes sobre os clientes âncora não tenham sido divulgados, a empresa afirma que as principais empresas já estão asseguradas como parceiras.

Importância da Energia Renovável na Operação

A energia desempenha um papel crucial nas operações do data center. Para o projeto BEL1, a Elea firmou uma parceria com a AXIA Energia, responsável pelo fornecimento de eletricidade renovável. Esta iniciativa visa garantir a sustentabilidade das operações e contribuir para a redução das emissões de carbono, um aspecto muito valorizado na atualidade.

data center

A AXIA, que possui um portfólio robusto de usinas, levará em conta soluções inovadoras para atender às demandas de energia no futuro, possibilitando que o data center não apenas conte com uma fonte de energia limpa, mas também com segurança e eficiência no fornecimento.

A Proximidade da Subestação Miramar

A localização do BEL1 é estratégica, situada nas imediações da subestação de alta tensão Miramar, gerida pela AXIA. Essa proximidade é fundamental, pois facilita a aquisição e entrega de energia, especialmente no que diz respeito à capacidade inicial e às expansões subsequentes.

O fornecimento de eletricidade será estruturado através de um contrato de compra de energia (PPA), elemento essencial para garantir a continuidade operacional do data center. No entanto, os detalhes sobre a duração do contrato e o volume de energia específica não foram revelados.

Conectividade e Infraestrutura em Belém

A Elea também enfatiza a importância da conectividade em sua escolha por Belém. A cidade integra a infraestrutura do programa Norte Conectado, que visa expandir a transmissão de dados por meio de fibras ópticas na região. Essa infraestrutura facilita a criação de um ambiente robusto para operações de telecomunicações e internet.

A capital paraense se torna ainda mais relevante ao oferecer uma rota alternativa à infraestrutura centralizada em Fortaleza, um dos principais pontos de chegada de cabos submarinos internacionais no Brasil. Essa ampliação geográfica permite diminuir a dependência de um único corredor, fortalecendo a resiliência nas operações de dados entre as regiões Norte e Nordeste, além de sistemas globais.

Visão do Projeto e Convênios Firmados

O projeto do BEL1 teve início em 2024, ano em que Belém foi escolhida como sede da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas prevista para 2025. Essa escolha reforça a importância de investimentos em infraestrutura tecnológica e sustentável na região, conforme mencionado pelo CEO da Elea, Alessandro Lombardi.



A Elea declara que o BEL1 será o primeiro data center neutro voltado para a IA na Região Amazônica, o que é um marco significativo para o desenvolvimento da tecnologia na área. Contudo, vale ressaltar que não há dados independentes que comparem o projeto com outros em andamento ou planejados na região.

A Classe de Data Center Neutro na Amazônia

Seis fatores definem o que caracteriza um data center como neutro. O BEL1 está projetado para atender a esses critérios, visando proporcionar um ambiente livre de bias tecnológico e otimizado para a implementação de soluções inovadoras em tecnologia da informação.

Esse tipo de data center se alinha com a crescente demanda por serviços que priorizam a eficiência e a sustentabilidade, ao mesmo tempo que garante segurança e confiabilidade para os clientes. A proposta da Elea inclui um compromisso com a transparência nas operações e o desenvolvimento de práticas sustentáveis.

Impactos para o Mercado Local de Tecnologia

Com a implementação do BEL1, espera-se que o mercado local de tecnologia seja significativamente movimentado, trazendo novas oportunidades de negócios e parcerias. A presença de um data center de grande porte pode gerar empregos e contribuir para a formação de profissionais qualificados na área de TI.

Além disso, ao oferecer uma infraestrutura adequada para armazenar e processar dados de forma eficiente, o data center pode impulsionar o surgimento de startups e iniciativas inovadoras, fomentando um ecossistema tecnológico vibrante na região.

Investimento e Expectativas de Crescimento

O investimento inicial previsto para a construção do data center é de R$ 250 milhões. Este montante é apenas o começo da trajetória de crescimento planejada. Com a capacidade de expansão até 100 MW, os retornos financeiros esperados para a Elea e seus investidores são promissores.

Os planos de expansão não só reforçam a posição da Elea no mercado nacional como também a preparam para competir internacionalmente, estabelecendo um referencial em termos de infraestrutura tecnológica na Região Amazônica.

A Importância da COP30 para o Projeto

A realização da COP30 em Belém tem um papel fundamental no contexto do BEL1. Este evento global traz visibilidade à importância das questões climáticas e ambientais, destacando o potencial de soluções tecnológicas como aliadas aos compromissos de sustentabilidade.

A Elea se posiciona como uma empresa que atenta para a necessidade crescente de adotar tecnologias que não apenas mitigam os impactos ambientais, mas que também oferecem soluções eficazes para as demandas do mercado. O projeto BEL1 está alinhado a essas necessidades e busca ser um exemplo de responsabilidade e inovação.

Desenvolvimentos Futuros e Expansão da Elea

Além do projeto em Belém, a Elea já opera nove data centers em cinco áreas metropolitanas brasileiras, incluindo capitais como São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro. O BEL1 amplia a presença geográfica da Elea e diversifica suas operações, visando atender a um mercado em expansão.

Rio AI City, outro projeto em desenvolvimento pela Elea no Rio de Janeiro, tem potencial de atingir 1,5 GW de capacidade voltada para inteligência artificial. Isso demonstra uma visão de longo prazo e um compromisso com inovações tecnológicas que prometem revolucionar a forma como os dados são geridos e processados.

A expansão da rede e os investimentos em novas unidades ressaltam o papel central da Elea no desenvolvimento da infraestrutura digital do Brasil, construindo um futuro sustentável e conectado, que atenda às crescentes demandas por tecnologia e serviços digitais por parte de uma sociedade em evolução.



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