{"id":972,"date":"2019-12-26T15:14:18","date_gmt":"2019-12-26T17:14:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrabelem.com.br\/sobre\/?p=972"},"modified":"2023-11-13T11:17:02","modified_gmt":"2023-11-13T14:17:02","slug":"forte-do-presepio-belem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrabelem.com.br\/sobre\/forte-do-presepio-belem","title":{"rendered":"Forte do Pres\u00e9pio Bel\u00e9m"},"content":{"rendered":"<div class=\"b22802487b0d38c4c6d9f34966e16421\" data-index=\"1\" style=\"float: none; margin:0px;\">\n<!-- Anuncio display - global -->\r\n<ins class=\"adsbygoogle\"\r\n     style=\"display:block\"\r\n     data-ad-client=\"ca-pub-8585364105181520\"\r\n     data-ad-slot=\"8789329856\"\r\n     data-ad-format=\"auto\"\r\n     data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\r\n<script>\r\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\r\n<\/script>\n<\/div>\n<p>O <strong>Forte do Pres\u00e9pio Bel\u00e9m<\/strong> &#8211; Forte do Castelo do Senhor Santo Cristo do Pres\u00e9pio de Bel\u00e9m\u00a0&#8211; localiza-se sobre a ba\u00eda do Guajar\u00e1, na ponta de Ma\u00fari \u00e0 margem direita da foz do rio Guam\u00e1, na cidade de Bel\u00e9m no estado brasileiro do Par\u00e1. Dominando a entrada do porto e o canal de navega\u00e7\u00e3o que costeia a ilha das On\u00e7as.<\/p>\n<p>Constitui-se num dos mais procurados pontos tur\u00edsticos da cidade, por sua localiza\u00e7\u00e3o privilegiada e seu sentido hist\u00f3rico. Integrante do complexo arquitet\u00f4nico e religioso da cidade velha, a Feliz Lusit\u00e2nia.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-973 size-full\" title=\"Forte do Pres\u00e9pio Bel\u00e9m\" src=\"http:\/\/www.encontrabelem.com.br\/sobre\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/forte-do-presepio.gif\" alt=\"Forte do Pres\u00e9pio Bel\u00e9m\" width=\"680\" height=\"189\" \/><\/p>\n<h2>Forte do Pres\u00e9pio\u00a0Bel\u00e9m\u00a0Hist\u00f3ria<\/h2>\n<p><strong>Antecedentes<\/strong><br \/>\nAp\u00f3s a conquista de S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o, em novembro de 1615, por determina\u00e7\u00e3o do Capit\u00e3o-mor da Conquista do Maranh\u00e3o, Alexandre de Moura, o Capit\u00e3o-mor da Capitania do Rio Grande do Norte, Francisco Caldeira de Castelo Branco, partiu daquela cidade para a conquista da boca do rio Amazonas, a 25 de dezembro de 1615, com o t\u00edtulo de &#8220;Descobridor e Primeiro Conquistador do Rio das Amazonas&#8221;.<\/p>\n<p>Com tr\u00eas embarca\u00e7\u00f5es (o patacho Santa Maria da Candel\u00e1ria, o caravel\u00e3o Santa Maria das Gra\u00e7as, e a lancha grande Assun\u00e7\u00e3o) e menos de duzentos homens, a expedi\u00e7\u00e3o atingiu a ba\u00eda de Guajar\u00e1 em 12 de janeiro de 1616 levantado, num pequeno cabo de terra \u00e0 margem esquerda do igarap\u00e9 Piri, um forte de faxina e terra batizado de Forte do Pres\u00e9pio de Bel\u00e9m. N\u00facleo do povoado de Nossa Senhora de Bel\u00e9m que destinava-se a conter eventuais agress\u00f5es dos ind\u00edgenas e quaisquer ataques dos cors\u00e1rios ingleses e holandeses que frequentavam a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>No contexto do levante dos Tupinamb\u00e1s (1617-1621), a povoa\u00e7\u00e3o e o forte foram atacados pelas for\u00e7as do chefe Guaimiaba (em l\u00edngua tupi, &#8220;cabelo de velha&#8221;), que foi morte em combate (1619). Sendo danificado, essa primitiva fortifica\u00e7\u00e3o foi substitu\u00edda por outra mais s\u00f3lida, de taipa de pil\u00e3o e esta, por sua vez, em 1621, por uma terceira.<\/p>\n<p><strong>O Forte do Senhor Santo Cristo<\/strong><br \/>\nA nova fortifica\u00e7\u00e3o foi erguida com um baluarte artilhado com quatro pe\u00e7as, um torre\u00e3o e alojamento para sessenta pra\u00e7as, sendo batizada como Forte Castelo do Senhor Santo Cristo, ou simplesmente Forte do Santo Cristo. De acordo com Jorge Hurley, o seu construtor foi Bento Maciel Parente.[3] A sua artilharia, \u00e0 \u00e9poca, foi refor\u00e7ada por mais quatro pe\u00e7as.<\/p>\n<p>Arruinada pelos combates e pelo clima, sofreu reparos em 1632 e 1712. O Provedor da Fazenda Real no Par\u00e1, Francisco Galv\u00e3o da Fonseca, por carta de 20 de maio de 1720 comunicou ao soberano que a fortifica\u00e7\u00e3o encontrava-se completamente arruinada. A Carta-r\u00e9gia de 30 de maio de 1721 autorizou os seus reparos e de outras fortifica\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o, sendo contratado para tal, em Lisboa, o pedreiro Francisco Martins, com um sal\u00e1rio de 800 r\u00e9is por dia. Poucos anos mais tarde, em 1728, o Sargento-mor Engenheiro Carlos Varj\u00e3o Rolim, foi trazido de S\u00e3o Luiz do Maranh\u00e3o para dirigir os trabalhos de reconstru\u00e7\u00e3o do forte. Por uma planta de sua autoria, datada de 1740, sabemos que possu\u00eda &#8220;Porta e tranzito, Corpo da Guarda, caza que serve de pris\u00e3o, armaz\u00e9m, baluarte e pra\u00e7a baixa.&#8221;<\/p>\n<p><strong>O s\u00e9culo XIX<\/strong><br \/>\n\u00c0 \u00e9poca da Independ\u00eancia do Brasil, o forte foi reedificado, para ser desativado no Per\u00edodo Regencial pelo Aviso Ministerial de 24 de dezembro de 1832, que extinguiu os Comandos dos Fortes, Fortins e pontos fortificados, desarmando-os. No ano seguinte, passou a ser denominado de Castelo de S\u00e3o Jorge, ou simplesmente Forte do Castelo, como at\u00e9 hoje \u00e9 denominado.\u00a0No contexto da Cabanagem (1835-1840) o forte foi utilizado como quartel-general pelos revoltosos, ficando quase em ru\u00ednas durante a troca de tiros com a armada do ingl\u00eas de John Taylor, contratado pela Reg\u00eancia para dar fim \u00e0 insurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O forte foi reparado e rearmado a partir de 1850 durante o governo de Jer\u00f4nimo Francisco Coelho, Presidente da Prov\u00edncia do Par\u00e1, quando o seu recinto interior foi objeto de limpeza e ganhou novos quart\u00e9is para tropa, Casa do Comandante, ponte sobre o fosso, port\u00e3o e uma muralha de cantaria pelo lado do rio ou Guam\u00e1. Em 1868 ainda estavam em progresso obras complementares, estando a pra\u00e7a artilhada com vinte e sete pe\u00e7as: dois canh\u00f5es Parrot, calibre 100 mm, dois canh\u00f5es raiados Withworth calibre 70 mm (90 mm?), quatro obuses Paixhans calibre 80 (canh\u00f5es Paixhans calibre 90 mm?), e dezenove antigos canh\u00f5es antecarga de alma lisa: doze de calibre 24, dois de 18 e de 9.<\/p>\n<p>Foi novamente desarmada, pelo Aviso Ministerial de 12 de dezembro de 1876, passando a abrigar o Arsenal de Guerra, antigo Trem de Guerra, at\u00e9 ent\u00e3o alojado no Convento dos Merced\u00e1rios, e depois no edif\u00edcio da Enfermaria Militar, que ficava ao lado do forte.\u00a0Em 1878 passou a acolher parte do grande n\u00famero de flagelados na cidade, em fuga da seca na regi\u00e3o Nordeste do Brasil, voltando a exercer as fun\u00e7\u00f5es de hospital.<\/p>\n<p><strong>Do s\u00e9culo XX aos nossos dias<\/strong><br \/>\nEm 1907 o Governo Federal autorizou a empresa privada &#8220;Port of Par\u00e1&#8221; a instalar-se nas depend\u00eancias do antigo forte, autorizando-a a promover as mudan\u00e7as que lhe fossem convenientes desde que se comprometesse a devolv\u00ea-lo com as muralhas reconstru\u00eddas e reformado. Em 1920 voltou a ser administrado pelo Ex\u00e9rcito.\u00a0As depend\u00eancias do forte foram utilizadas para diversas finalidades, tais como dep\u00f3sito de armamentos, muni\u00e7\u00f5es ou outros materiais. No contexto da Segunda Guerra Mundial, serviu de quartel para uma bateria de Artilharia.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1950 as suas depend\u00eancias abrigavam diversos servi\u00e7os da 8\u00aa Regi\u00e3o Militar. Encontra-se tombado pelo Servi\u00e7o do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional desde 1962. Completamente descaracterizado, o monumento sofreu diversas interven\u00e7\u00f5es no passado, entre as quais v\u00e1rias modifica\u00e7\u00f5es para abrigar a sede social do C\u00edrculo Militar de Bel\u00e9m, que manteve no local um restaurante, um bar, dep\u00f3sitos e um sal\u00e3o de festas. Em 1978, tentou-se negociar a retirada do C\u00edrculo Militar e seu restaurante, para uma interven\u00e7\u00e3o de restaura\u00e7\u00e3o no im\u00f3vel. Em 1980, com as muralhas parcialmente destru\u00eddas, a edifica\u00e7\u00e3o passou por obras de emerg\u00eancia para garantir a estabilidade do conjunto remanescente. A partir de 1983, com recursos da Funda\u00e7\u00e3o Pr\u00f3-Mem\u00f3ria, o IPHAN realizou obras de conserva\u00e7\u00e3o e restauro.O Circulo Militar deixou as instala\u00e7\u00f5es do forte apenas em 1997, ap\u00f3s o que foram requalificadas como espa\u00e7o cultural, passando a abrigar um museu, e dando lugar a espet\u00e1culos musicais e teatrais.<\/p>\n<p>No alvorecer do s\u00e9culo XXI, sob os mandatos do prefeito Edmilson Rodrigues (1997-2004), filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), e dos governadores Almir Gabriel (1995-2002) e Sim\u00e3o Jatene (2003-2006), filiados ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), teve lugar uma acirrada disputa pol\u00edtica envolvendo obras p\u00fablicas como objeto de barganha pol\u00edtica, nomeadamente obras de grande visibilidade medi\u00e1tica, das quais foram exemplo a derrubada do muro do Forte do Castelo (concretizada na noite de 5 de dezembro de 2002) e a coloca\u00e7\u00e3o de trilhos de bonde em frente ao Museu de Arte Sacra do Par\u00e1.<\/p>\n<p>Atualmente, o Forte est\u00e1 sob responsabilidade do Minist\u00e9rio da Defesa e, nas instala\u00e7\u00f5es do Forte do Pres\u00e9pio, o Museu do Encontro conta um pouco do in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>Hor\u00e1rio de Funcionamento\u00a0Forte do Pres\u00e9pio em Bel\u00e9m<\/h3>\n<ul>\n<li>Ter\u00e7a\u00a0a Sexta das 10h \u00e0s 15h \/ S\u00e1bado e Domingo das 09h \u00e0s 13h<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Onde Fica, Endere\u00e7o e Telefone\u00a0Forte do Pres\u00e9pio em Bel\u00e9m<\/h3>\n<ul>\n<li>Pra\u00e7a Dom Frei Caetano Brand\u00e3o, s\/n &#8211; Cidade Velha &#8211; Bel\u00e9m &#8211; PA<\/li>\n<li>Telefone:\u00a0N\u00e3o informado<\/li>\n<\/ul>\n<h4>Mapa de localiza\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<a class=\"wp-colorbox-iframe\" href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/embed?pb=!1m14!1m8!1m3!1d15954.132303031429!2d-48.5052203!3d-1.4543389!3m2!1i1024!2i768!4f13.1!3m3!1m2!1s0x00xff1a071f7388a0ed!2sFortedoPrespio!5e0!3m2!1spt-BR!2sbr!4v1577380259119!5m2!1spt-BR!2sbr\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.encontrabelem.com.br\/imgs\/maps-post.png\"><\/a>\n\n<div style=\"font-size: 0px; height: 0px; line-height: 0px; margin: 0; padding: 0; clear: both;\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Forte do Pres\u00e9pio Bel\u00e9m &#8211; Forte do Castelo do Senhor Santo Cristo do Pres\u00e9pio de Bel\u00e9m\u00a0&#8211; localiza-se sobre a ba\u00eda do Guajar\u00e1, na ponta de Ma\u00fari \u00e0 margem direita da foz do rio Guam\u00e1, na cidade de Bel\u00e9m no estado brasileiro do Par\u00e1. 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